Cyber Sul Solutions

16 de julho de 2025

Maior Ataque Hacker à Segurança Financeira do Brasil: 
Como a Tecnologia Pode Proteger sua Empresa

ataque hacker banco central

Em um dos maiores ataques hackers já registrados no Brasil, mais de R$ 541 milhões foram desviados do sistema financeiro do país, com transações fraudulentas realizadas por meio do Pix. A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso, e a cada novo detalhe, o impacto do ataque se torna mais claro — não só em termos financeiros, mas também em termos de confiabilidade e segurança no ecossistema financeiro.

Este incidente expõe as vulnerabilidades que ainda existem nas infraestruturas digitais, especialmente no setor financeiro, e como o phishing e a engenharia social ainda são as principais portas de entrada para ataques cibernéticos. O golpe é um alerta claro para empresas de todos os segmentos, pois mostra que a segurança digital deve ser uma prioridade em todos os níveis.

 
O que aconteceu?

Na madrugada do 30 de junho de 2025, um hacker ou grupo de hackers conseguiu desviar mais de R$ 541 milhões de contas bancárias por meio de um ataque cibernético ao sistema financeiro brasileiro. O responsável pelo vazamento foi identificado como João Nazareno Roque, um operador de TI da empresa C&M Software, que prestava serviços de conectividade para o Banco Central.

Roque, de acordo com as investigações, vendeu suas credenciais de acesso ao sistema bancário para hackers, o que possibilitou que eles realizassem uma série de transferências fraudulentas por meio do Pix. Esse tipo de ataque é conhecido como “supply chain attack” (ataque à cadeia de suprimentos), onde a vulnerabilidade de uma empresa terceira é explorada para atingir o sistema de pagamento de instituições financeiras maiores.

 
Impacto e consequências do ataque

Embora os valores desviados não tenham atingido contas de pessoas físicas, o impacto no sistema financeiro e na confiança pública foi significativo. O ataque afetou várias instituições financeiras menores e gerou prejuízos financeiros de grandes proporções. As empresas de tecnologia que interligam as instituições bancárias aos sistemas do Banco Central, como a C&M Software, precisam reforçar a segurança em suas operações, uma vez que qualquer falha pode comprometer grandes quantias.

Entre as empresas atingidas pelo ataque, está a BMP, que atua no mercado bancário digital e foi a primeira a divulgar o incidente. De acordo com as investigações, a fraude durou menos de três horas, o que comprova a eficiência e a velocidade dos atacantes.

 

Liçōes que gestores podem aprender com o ataque

  • A segurança digital é responsabilidade de todos: Este ataque mostra que não basta confiar apenas no setor de TI. Todos os níveis da empresa devem estar cientes dos riscos e implementar boas práticas de segurança. O gestor administrativo deve ser um defensor ativo da cibersegurança na empresa, trabalhando de perto com o time técnico para garantir que os sistemas sejam protegidos adequadamente.
  • Engenharia social é o maior risco: O ataque foi realizado com base em engenharia social — uma técnica onde os hackers manipulam indivíduos para obter acesso a informações sensíveis. Isso mostra a importância de educar continuamente os colaboradores sobre os riscos digitais e sobre como identificar tentativas de phishing e fraudes.
  • Monitoramento e testes de vulnerabilidade constantes: Testes de vulnerabilidade, auditorias regulares e a utilização de ferramentas de monitoramento contínuo são essenciais para identificar possíveis brechas de segurança antes que sejam exploradas. As empresas precisam estar preparadas para lidar com essas ameaças de forma proativa, com backup seguro e redundância de dados.
  • Conformidade com a LGPD e regulamentações financeiras: A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige que empresas tratem dados pessoais com extremo cuidado. O ataque ao sistema de Pix expôs a fragilidade de muitos processos, e os gestores precisam garantir que todas as políticas de privacidade e proteção de dadosestejam em conformidade.
  • Fortaleça a autenticidade das transações financeiras: A autenticação multifatorial (MFA), que exige mais de um tipo de verificação para concluir transações, é uma medida simples e eficaz para proteger dados financeiros e contas bancárias. A implementação dessa técnica pode ser um diferencial no combate a ataques cibernéticos.
 
O que pode ser feito agora para proteger sua empresa?
  • Revise e fortaleça a infraestrutura de segurança digital: Implemente sistemas de segurança mais robustos, como firewalls avançados, criptografia de dados e protocolos de autenticação forte.
  • Eduque seus colaboradores: Realize treinamentos periódicos sobre segurança cibernética para garantir que todos os membros da empresa saibam identificar tentativas de phishing, e-mails fraudulentos e como reagir em caso de suspeita de fraude.
  • Adote uma política de backup eficiente: Garanta que a empresa tenha backups regulares e armazenados de forma segura, para minimizar os danos em caso de ataques como ransomware.
  • Implemente monitoramento 24/7: Utilize ferramentas de monitoramento para acompanhar transações financeiras, acessos aos sistemas e possíveis ameaças em tempo real. Isso pode ser feito por meio de RMM (Remote Monitoring and Management).
 
A segurança digital nunca foi tão importante

Este ataque hacker evidencia a fragilidade de muitos sistemas e como os riscos digitais estão cada vez mais presentes em todos os tipos de negócios. Para evitar incidentes como este, empresas de todos os portes precisam adotar uma abordagem proativa em relação à cibersegurança. Proteja seus ativos digitais com ferramentas e políticas de segurança, eduque sua equipe e, mais importante, esteja sempre preparado para reagir rapidamente a qualquer incidente de segurança.

Cyber Sul Solutions está pronta para ajudar sua empresa a fortalecer sua segurança digital, garantindo que você tenha as ferramentas e o suporte necessários para proteger sua infraestrutura e dados financeiros.

 

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